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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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pontos de vista | points of view

[english version at the bottom]

 

um dos exercícios mais interessantes de se fazer, no âmbito da filosofia para crianças, é o de avaliar criticamente o ponto de vista do outro, sob a forma de uma ideia ou de um argumento apresentado.

 

pegar na ideia do outro e explorá-la - ainda que não concordemos com ela - faz-nos assumir um ponto de vista diferente sobre o nosso próprio ponto de vista. é como se saíssemos de dentro de nós para nos colocarmos no lugar do outro, assumindo a sua ideia e deixando a nossa em suspenso.

 

em conversa com algumas pessoas com quem estou a desenvolver um projecto específico, falámos da forma como olhar a Terra, a partir do espaço, muda a forma de estar, de ser, de pensar das pessoas que têm essa experiência. lembrei-me do Mike Massimino, que ouvi no web summit 2016 a falar da sua experiência enquanto astronauta.

 

fica aqui a sugestão para um exercício de "assumir outro ponto de vista" - a partir de um dado adquirido para muitos de nós: o mapa mundo e a Europa que está ali mesmo ao centro. 

 

pedia ajuda no twitter e no facebook e chegaram-me algumas imagens que desafiam o nosso ponto de vista habitual.

 

afinal, quantas formas há de olhar para o mundo?

como é que um mapa pode determinar a forma como vejo o mundo?

tenho o mundo todo à minha volta? serei o centro do mundo?

 

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one of the most interesting exercises to do in the philosophy of children is to critically evaluate the point of view of the other in the form of an idea or a presented argument.
 
picking on the other's idea and exploiting it-even if we do not agree with it-makes us take a different view of our own point of view. It is as if we come out from within ourselves to put ourselves in the place of the other, assuming his idea and leaving ours in suspense.
 
in a conversation I had with some people with whom I am developing a specific project, we talked about how to look at the Earth, from space, changes the way of being, of being, of thinking of the people who have this experience. I remembered Mike Massimino, who heard on the web summit 2016 about his experience as an astronaut.
 
here is the suggestion for an exercise of "assuming other point of view" - from a fact acquired for many of us: the world map and Europe that is right there in the center.
 
I asked for help on twitter and facebook and some images came to me that defied our usual point of view.
 
After all, how many ways are you going to look at the world?
How can a map determine how I see the world?
I have the whole world around me? Will I be the center of the world?

 

 (if the english is not so perfect, please excuse me. I asked for google translator's help)

 

é verdade. perguntas sobre o carnaval!

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algumas das turmas com as quais estou a trabalhar neste ano lectivo estão inseridas num concelho onde o carnaval é vivido e transpirado. vão participar no desfile e há algumas semanas que há máscaras a serem produzidas.

não sou adepta do carnaval. todavia, a malta mai'nova pergunta sempre se na filosofia não se fazem trabalhos do são martinho, do natal, do são valentim - e claro, do carnaval.

 

ok, vamos a isso. pusemos mãos à obra. e as perguntas podem ser, para já, vistas no instagram: procurem o perfil @filocriatividade

 

nos próximos dias partilho aqui convosco - as perguntas e alguns pedaços dos diálogos!

Walter Kohan: "que nunca subestimemos ou pensemos que compreendemos absolutamente uma pergunta de uma criança"

Conheci o trabalho do Walter Kohan através da Rita Pedro - que conheci no II Encontro Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos, que eu e a Celeste Machado organizámos em 2013. Tive a oportunidade de estar com o Walter num encontro promovido pela Universidade Católica Portuguesa (Lisboa). Não houve muito tempo para conversarmos mas, mais uma vez, a tecnologia superou a distância e bastou uma mensagem no facebook para o Walter se disponibilizar a participar neste desafio de perguntas & respostas à volta da filosofia para crianças. Tal como o Tomás Magalhães Carneiro, o Walter utiliza a expressão filosofia com crianças. E explica-nos sumariamente o porquê. 

 

*

 

Walter Kohan conheceu a filosofia para crianças em 1992,  na Universidade de Buenos Aires, onde trabalhava, em 1992. Foi um cartaz que convocava uma reunião aos interessados em “filosofia para crianças”que chamou a sua atenção. "Depois dessa reunião fizemos um curso de formação em Buenos Aires e logo organizamos um grupo… já em 1993 Lipman e Sharp visitaram Buenos Aires, estavamos traduzindo o programa, encontrando-nos para fazer experiências, iniciamos um projeto de pesquisa… eramos um grupo entusiasta!", confessa Walter.

Sobre a necessidade da filosofia para crianças nas escolas, Walter alerta para a força da palavra "necessidade", dizendo que “Necessário é uma palavra um pouco forte… se a filosofia funciona bem, acho que pode ser um espaço muito importante na educação das crianças… mas necessário talvez seja exagerado… eu preferiria que esteja a que não esteja, claro…"

 

Por que havemos de levar a filosofia para as escolas? "Por que ela quando praticada com sentido é um espaço que ajuda na experiência de um tempo propriamente infantil, não sujeito tanto ao relógio mas a uma experiência de pensamento que pode ajudar a ter uma relação mais interessante com o que se faz na escola, com os outros colegas e consigo mesmo…"

 

Walter, o que faz com que uma pergunta seja uma questão filosófica – do ponto de vista da fpc? "Eu não sei se há um “ponto de vista de fpc”… até preferia que não houvesse… a filosofia é algo plural e há sempre pontos de vista nela… a partir do meu, penso que a filosofia não está nas perguntas mas na relação que estabelecemos com elas… uma pergunta aparentemente muito filosófica como “o que é o tempo?” pode ser tratada de maneira pouco filosófica e outras aparentemente menos filosóficas podem desencadear um torrente de pensamentos… de modo que a filosofia é algo vivo que se desperta numa relação com as perguntas, com as palavras…" 

 

Filosofia para ou com crianças?

 

"Eu prefiro pensar em filosofar com crianças do que em filosofia para crianças… há muito escrito sobre isto, mas para dize-lo rapidamente: prefiro o verbo e o infinitivo ao substantivo e uma preposição que indica horizontalidade e interioridade ao contrário… um dos principais desafios do filosofar é de fato ser um espaço problematizador dos modos de vidas contemporaneous e abrir possibilidades para novos modos de vida, alternativos… oferecer um tempo para poder problematizar o que estamos sendo…"

Podes dar alguns conselhos aos professores e aos pais para os ajudar a lidar com as perguntas das crianças? "Não sei se são conselhos mas eu diria que a coisa mais interessante que se pode fazer com uma pergunta de uma criança poucas vezes é responde-la… e que nunca subestimemos ou pensemos que compreendemos absolutamente uma pergunta de uma criança… e que nos demos sempre tempo de pensar essa pergunta, a nós e a elas… e que vejamos nelas oportunidades de nos pensar a nos mesmos… e a nossa relação com a infância…"

 Walter confessa que já se surpreendeu muitas vezes com as perguntas dos mais novos: "Tenho escrito sobre várias delas… quando não esperas alguma perguntas em particular toda pergunta te surpreende… acho isso bonito: ser surpreendido… gosto disso e trabalho para isso: a surpresa, como a filosofia, não está nas perguntas mas no que fazemos com elas… então depende muito de nós esperar as perguntas e nos surpreender com elas… acho bonito deixar-se surpreender, eis algo mais que eu diria para “lidar” com as perguntas das crianças…"

 

 

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notas:

as expressões a bold são da minha responsabilidade  

fpc = filosofia para crianças

fcc = filosofia com crianças 

Liliane Sanchez: "Posicionem-se horizontalmente ao lado das crianças e permitam-se filosofar com elas."

Nesta viagem à volta do mundo - e da filosofia para crianças - chegou o momento de ir até ao Brasil, para conhecermos a Liliane Sanchez. A Liliane é formada em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense e doutoramento em educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

É professora de Filosofia da Educação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e investigadora  do Laboratório de Práxis Filosófica, no qual coordena um projecto de extensão de Filosofia no Ensino Fundamental numa escola da rede pública do munícipio de Seropédica/RJ.

 

*

 

Lembras-te da primeira vez que ouviste falar de filosofia para crianças (FPC}?" Sim! Eu estava cursando o mestrado em educação, na Universidade Federal Fluminense (UFF), no estado do Rio de Janeiro, pesquisando sobre o ensino de filosofia no 2º. Grau no Brasil (atual Ensino Médio) e sua importância para a formação crítica de cidadãos, quando meu orientador à época (Prof. Dr. Ralph Ings Bannel) me mostrou um livro de Matthew Lipman (A Filosofia na sala de aula) que ele havia encontrado em uma livraria. Isso foi no ano de 1996. Ele não conhecia o assunto, mas achou interessante eu ler e investigar e me deu o livro de presente. Eu fiquei apaixonada pelo tema!"

 

O primeiro encontro com a FPC, para mim, também foi apaixonante. Liliane, como é que começaste a trabalhar nesta área? "Na época do mestrado, eu já estava quase concluindo a escrita da dissertação quando descobri o tal livro e não havia tempo hábil para investigar a fundo a temática de FPC. No entanto, o tema me interessou tanto, que mencionei a proposta de Lipman e sua relação com a formação ética ainda nesse trabalho, que defendi em 1997. Naquela época, já sabia que queria investigar mais sobre esse assunto e planejei realizar um curso de doutorado investigando essa temática. O que, devido a diversas questões pessoais, só pude fazer alguns anos depois. Em 2000, voltei a pesquisar sobre o tema, lendo a respeito e contatando pessoas que trabalhavam com FPC, como o prof. Dr. Walter Kohan, à época trabalhando na Universidade de Brasília (UNB). Passei a frequentar eventos, trocar ideias com pesquisadores a respeito, com a intenção de construir um projeto bem elaborado para o curso de doutorado. Em 2001, surgiram algumas oportunidades de fazer um curso de formação através do Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças (CBFC), em parceria com a escola Veiga de Almeida, da rede privada, na qual comecei a atuar como professora dessa disciplina, que estava sendo implantada no currículo da escola naquele ano. Trabalhei com o segundo segmento do Ensino Fundamental e com o Ensino Médio. Também no mesmo ano, trabalhei em outra escola da rede privada, a convite do CBFC, chamada Notre Dame, ministrando aulas dessa disciplina para o segundo segmento do Ensino Fundamental. No ano seguinte, 2002, fui convidada para trabalhar em mais outra escola da rede privada, o CEC, atuando também com o segundo segmento do Ensino Fundamental e com o Ensino Médio. E como professora substituta de Filosofia da Educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para onde o prof. Dr. Walter Kohan estava se transferindo, como professor titular. Ali, tive a oportunidade de auxiliá-lo a ministrar uma disciplina sobre essa temática no curso de Pedagogia, enquanto frequentava um grupo de estudos de Filosofia da Educação, coordenado pela profa. Dra. Lílian do Valle, responsável pela área. Nessa ocasião, deixei de trabalhar nas duas primeiras escolas mencionadas, por estar sobrecarregada de trabalho e por estar insatisfeita com a forma como o ensino era conduzido nessas instituições. Foi então que decidi cursar o doutorado na UERJ, com a prof. Dra. Lílian do Valle, investigando amplamente o processo de formação ética na história da filosofia, com especial destaque para a proposta de Lipman, a qual dedico um capítulo inteiro de análises críticas. Hoje em dia, como professora de Filosofia da Educação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, ministro uma disciplina chamada Tópicos Especiais em Filosofia Com Crianças para o curso de pedagogia e coordeno um projeto de extensão de oficinas filosóficas no Ensino Fundamental no Centro de Atenção Integral à Infância e Adolescência (CAIC) Paulo Dacorso Filho, no município de Seropédica, no estado do Rio de janeiro."

 

Consideras que a fpc é necessária para as crianças? Porquê?

"Considero FPC importante para a formação crítica e reflexiva das crianças, pelo potencial problematizador e questionador da filosofia, que ajuda a ampliar o pensamento para além do senso-comum e desconstrução de dogmas e preconceitos. Mas, para tanto, depende muito de como será trabalhada. Não pode ser apenas mais uma disciplina isolada no currículo. É preciso haver uma integração dessa proposta com o projeto político-pedagógico (PPP) da escola na qual ela se insere."

Hoje em dia as crianças, em Portugal, têm muitas actividades na escolar e depois da escola. Por que havemos de levar a filosofia para as escolas? "Pelas razões mencionadas acima. Porém, talvez seja importante rever as diversas atividades que as escolas oferecem hoje em dia, entendendo as razões e necessidades dessas ofertas, analisando seus benefícios e dificuldades, para não sobrecarregar os alunos com elas. Nesse sentido, caberia também analisar a importância de FPC frente a essas múltiplas ofertas, sempre em consonância com os PPPs das escolas."

  

O que faz com que uma pergunta seja uma questão filosófica – do ponto de vista da fpc?

"Uma pergunta filosófica deve possibilitar uma ampla gama de reflexões, de questionamentos e investigações. Pode se construir espontaneamente, a partir de determinadas situações simples e cotidianas, porém se desdobra em abrangência e complexidade de interpretações. Tem um viés de “espanto”, de crítica e, muitas vezes, de criatividade na busca por um pensar diferenciado, desnaturalizado, possibilitando a ruptura de paradigmas, de preconceitos, de dogmas e do senso-comum, podendo instituir novos saberes, produzir novas teorias e conceitos. A pergunta filosófica é o fundamento de uma reflexão crítica e criativa sobre nós mesmos, sobre a relação do sujeito com o outro e com o mundo que nos rodeia."

 

Quais são os maiores desasfios que a Fpc enfrenta, nos nossos dias? "A conformidade ao estado das coisas, o desestímulo à liberdade de pensamento, críticas e questionamentos, a imposição de certa visão de mundo, de determinada ideologia, através de um sistema escolar engessado pelas exigências de formação limitadas ao mercado de trabalho. O convencimento midiático pela busca do prazer instantâneo e do esforço mínimo, que transforma as atividades filosóficas e artísticas em erudição ou banalidade."

 

Podes dar alguns conselhos aos professores e aos pais para os ajudar a lidar com as perguntas das crianças? "Estimulá-las sempre e mais, ampliando suas abrangências e complexidades, sem medo dos resultados, sem preconceitos em relação à capacidade infantil de refletir, de questionar, de criticar, de imaginar. Posicionem-se horizontalmente ao lado das crianças e permitam-se filosofar com elas. Não se coloquem em posição vertical, sempre hierárquica dos controles dos saberes. Não filosofem para as crianças. Filosofem com elas!"

 

Alguma vez foste surpreendida com uma pergunta de um criança? Podes partilhar connosco que pergunta foi essa? "Sou sempre surpreendida com várias respostas das crianças. Foram muitas as vezes em que isso aconteceu e não me recordo especificamente de um caso. Mas posso afirmar que me surpreendo porque me possibilito essa oportunidade de não limitar a abrangência dos temas e reflexões no trabalho com FPC."

 

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coisas que acontecem nas salas de aula

já partilhei por aqui muito do que se passa na sala de aula, quando estou a trabalhar filosofia para crianças em regime de AEC. o horário é aquele que todos "amamos" (atenção à ironia) e a presença das crianças ali tem várias motivações: os pais querem mesmo que os filhos vivam outras actividades que não se encontram no currículo (a filosofia, o yoga, o teatro), as crianças têm que ficar na escola até que os pais saiam do trabalho - entre outras, mais positivas ou mais negativas. 

com todos os prós e contras, a presença da filosofia, enquanto AEC, é uma forma de criar alternativas NA escola. 

 

há dias, numa turma de 1º ano do 1º ciclo deparei-me com um grupo muito agitado. tudo servia de motivo para se distraírem e não se focarem no trabalho do pensar (filosofia). pedi-lhes que se acalmassem com um exercício simples: largar o que tinham nas mãos e colocar estas em cima da mesa. fechamos os olhos e sentimos o silêncio. pedi várias vezes, num tom de voz "normal" = sem gritar. as vinte crianças à minha frente estavam noutro mundo. pedi, repetindo as mesmas palavras. e lá foram uns e outros acedendo ao pedido. 

e disse: "bom, estou a pedir a todos para nos acompanharem neste exercício, mas ainda há quem não esteja a ouvir. sem gritar, vou pedir de outra maneira."

e assim fiz.

"peço que larguem o que têm na mão e coloquem a vossa mão direita em cima da mesa, depois a mão esquerda. vamos fechar os olhos e ouvir o silêncio. e quem não fizer isto tem um recado na caderneta." 

acreditam que as palavras máginas "recado na caderneta" funcionaram? no sentido em que se seguiu um silêncio instântaneo. e lancei o desafio para pensarmos: por que razão vocês não acederam ao meu primeiro pedido e só o fizeram quando mencionei "recado na caderneta"? 

os meninos olharam uns para os outros. os seus olhos procuravam a resposta para algo do qual estavam a tomar consciência naquele momento. aproveitámos a calma instaurada para nos espreguiçarmos e tratar de arrumar o material: estava quase na hora do toque e não era oportuno começar ou sequer recomeçar os exercícios. 

 

apesar de dias menos bons considero que é possível levar este processo a bom caminho.

pequenos passos, todos os dias.

 

 

Leslie Cázares Aponte: "Pienso que el vivir con FpN como un proyecto vital, nos va permitiendo estar más conscientes del mundo y de nosotros mismos,"

Conheci a Leslie Cázares Aponte através do instagram. Cedo percebi a sua ligação à filosofia para crianças (filosofia para niños) e fomos mantendo o contacto. A Leslie é a actual Presidente de la Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C., cujo trabalho podem espreitar AQUI. Aqui ficam os ecos mexicanos da filosofia para crianças. Gracias, Leslie! 

 

*

 

¿Te acuerdas cuando fue la primera vez que oiste hablar de filosofía para niños? "Fue exactamente hace 20 años, me fui a vivir a la ciudad de León Guanajuato y mi esposo me preguntó : ¿te gustaría tomar un curso de filosofía para niños que imparte mi tía Teresa de la Garza?. Ahora esa pregunta es extraña, ya que ella además de ser un familiar, se volvió en una de mis maestras más importantes en mi vida. Además de iniciarme en el camino del Diplomado de FpN, Tere asesoró mi tesis de maestría, llamada “el impacto del programa de filosofía para niños en los docentes que la imparten”.

 

¿Como has empezado a trabajar en área? "Hace también 20 años, inicié a trabajar en la Universidad, con la propuesta de dar clases de filosofía para niños a los docentes universitarios de nuevo ingreso. Mi hipótesis era que FpN, ayuda a la docencia en todos sentidos, a generar un ambiente de pensar, a tener reglas de participación, a plantear preguntas de investigación, a dialogar y buscar alternativas para solucionar problemas, y todo eso es muy útil para cualquier clase de nivel Universitario. Claro que años más tarde descubrí que esta hipótesis aplicaba para cualquier nivel educativo."

 

¿Consideras que la fpn és necessaria para los niños? Porquê? "Si, porque para vivir hay que resolver un montón de ideas que se nos presentan en la vida, así como infinidad de toma de decisiones. FpN, nos va preparando para esto y más, a través de la comunidad de investigación, va siendo un ejercicio permanente en la vida, buscar alternativas, plantear preguntas para indagar, elaborar cuestionamientos, detectar inconsistencias lógicas en el mundo loco en el que vivimos. Pienso que el vivir con FpN como un proyecto vital, nos va permitiendo estar más conscientes del mundo y de nosotros mismos."

 

¿Hoy en dia los niños tienen muchissimas actividades en la escuela e fuera de ella. Porquê debemos tener la filosofia en las escuelas? "La escuela es el espacio de socialización, en donde podemos ejercitar la realidad del mundo a través de nuestros profesores, compañeros de estudio y del material informativo que nos rodea. La comunidad de diálogo en las escuelas, se va transformando en un delicioso lugar seguro para crecer y poner nuestras ideas en consideración de nosotros mismos en relación a los demás. Es decir, que las ideas propias, van teniendo un espacio de intercambio social, que a la larga, nos permitirá tener un intercambio social en nuestras vidas, mucho más pensado y pensado en conjunto. Creo que esto solo se puede dar en la escuela. Lo mejor es tener una o dos clases a la semana para filosofar en conjunto, desde la edad más temprana en donde inicia el lenguaje, hasta la edad universitaria.

 

¿Que és lo que hace que una pregunta sea una pregunta filosófica - desde el punto de vIsta de la fpn? "Esto le encanta contestar a dos de mis maestros favoritos del FpN, Eugenio Echeverría de México y Juan Carlos Lago de España, Eugenio dice: Es controversial. No tiene una respuesta cerrada y es importante para nosotros y no hay edad en la q deje de ser importante. Ejemplo. La justicia. La libertad. El sentido de la vida. Juan Carlos Lago dice: Que sea abierta y controvertida, que no tenga una respuesta definitiva, sino que sea válida cuando se emite, pero que puede modificarse ante nuevas evidencias o circunstancias. Otra característica es que la respuesta no está dada ya en un texto, sino que la vamos construyendo desde nuestra experiencia personal o compartida.

Yo Leslie digo, que las preguntas filosóficas son aquellas que nos parecen exquisitas y complejas, difíciles de contestar de manera pronta y precisa, necesitan la exploración de ideas, la búsqueda de fuentes de información, nos mueven a la reflexión inmediatamente. Las preguntas filosóficas hablan sobre temas relacionados con la humanidad, el futuro de las especies, incluyen dilemas éticos, morales y sociales."

 

¿Cuáles son los mayores desafios que se enfrenta hoy en dia fpc? "El crecimiento del proyecto en todos los países, la comunicación de ideas y resultados que ha tenido el programa en las personas, profesores, alumnos, necesitamos saber qué ha pasado en todos los países para reconocer la importancia que ha tenido en las vidas, para que siga creciendo. Es por esto que estoy haciendo una red de comunicación en varios países, desde la Federación Mexicana de Filosofía para Niños, que actualmente encabezo."

 

¿Puede dar algunos consejos a maestros y padres para ayudarles a lidar com las preguntas de los niños?

"Claro:

Asombrarse y explorar las las preguntas, tratarlas de entender junto con ellos ¿qué pregunta la pregunta? ¿por qué te surgió? ¿a quién más le interesaría explorar esa pregunta? ¿qué tipo de pregunta es? ¿se responde con un sí o con un no? ¿podemos pensar en otras preguntas similares?

Evitar asustarse con las preguntas o por el tema o por como están planteadas, una buena actitud educativa es ayudarlos a comprender el orígen de sus dudas y plantearlas de manera en que sean comprendidas por los demás.

Cuando son demasiadas preguntas, puede ser que solo pregunten por preguntar sin un sentido claro, es decir, quizá nos quieran molestar con sus preguntas. En esos casos sugiero preguntarles ¿tu tienes ya una respuesta a la pregunta? ¿por qué quisieras saber la respuesta a esa pregunta? ¿crees que alguien comparte tus dudas?

 

¿Alguna vez has sido sorprendido con una pregunta de un niño? Puedes compartir con nosotros la pergunta?

 "Me han fascinado estas:

 ¿Sabes o crees?

¿Será que la vida es algo que conocemos o que queremos conocer?

 ¿Quién soy? ¿somos parte de todo? ¿todo es parte de nosotros?

 ¿Qué cosas nos hacen felices? ¿Es posible ser felices en la vida sin cosas?

 ¿Por qué las personas no aprendemos de nuestros errores?

 ¿Quién inventó los árboles? ¿para qué se inventaron a los niños? ¿será que el mundo es tan grande como dicen?"

 

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⚠️ o texto a bold é da minha responsabilidade 

Tom Bigglestone: "It’s crucial this [p4c] happens in schools because they might not get this chance in other areas of their life."

The Philosophy Man is one of the projects I follow on social media (twitter, mostly). If you visit Jason and Tom's website, you can take a look on their work and their resources to work with kids, in a P4C way.  Also you can subscribe the weekly e-mail with info and resources about #p4c.

Tom Bigglestone [tom@thephilosophyman.com] spared me some of his precious time, answering some questions - couldn't thank you more, Tom! 

 

*

 

Tom first heard about P4C when he arrived at Channing School in Highgate: "I was appointed Head of Religious Education, but also had ‘philosophy’ as a weekly session on my timetable. I had a degree in Philosophy from Durham, but had never been it on a school syllabus."

 

So, how did you started working with p4c? "After muddling my way through the first few weeks, I attended a course on it and everything became much clearer. I became instantly ‘on-board’ with the enquiry process and it soon developed into my favourite lesson of the week. Since then, I continued to take the classes, and develop a curriculum for P4C as well as helping other staff to embed it in their lessons. I did the same at my next school, all while taking several other courses myself. In 2014 I completed a Walter Hines-Page Scholarship in New Jersey, where P4C began. I wanted to research the role of assessment in P4C and how - if appropriate – we can make better use of classroom assessment techniques to generate progress. I came back with enough data to write a book, and until I do, I’m incorporating my findings in my practice and training, which I deliver as part of The Philosophy Man."

 

Do you think p4c is necessary to children? Why? "It’s vital. I could write for paragraphs on why it’s so important, but I’d be regurgitating what most already know and think about P4C. So I’ll try to boil it down to one thing: Philosophy can be applied to every area of life – from politics to to personal relationships. We make decisions every day, and will do so for the rest of our lives. Philosophy helps us make wise decisions, based on reason and consideration. Wise decisions are what makes the world a better place."

 

Nowadays children have a lot of activities at school and after school. Why should we take philosophy to schools? "One can make decisions, but it’s another thing to express them.

Having P4C in school helps children find their voice, and in turn, listen to other voices. Today’s generation of children are the first in history to grow up competing for attention with a technological device. Competing for their parents’ attention, their friends’ attention, or even struggling to give their own attention to something other than a screen. P4C makes them present in the moment and causes them to be responsive to what’s being said there and then. It’s crucial this happens in schools because they might not get this chance in other areas of their life."

 

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view? "I asked this on at a school training session yesterday. We had come up with a range of questions in response to a stimulus, and narrowed them down to the best four or five. And I asked what they have in common – what makes a good philosophical question. The teachers’ answers were:

  • It matters to us
  • It deconstructs and questions a concept
  • Two reasonable people could disagree

 …and I couldn’t agree more. I think the first one is particularly important for doing P4C in schools. A philosophical question, to be worth pursuing, should matter. Tackling it should have some consequence – whether that’s helping the philosopher develop a skill, or helping them think more clearly about an issue. If a question is too broad, or abstract, pupils can lose interest and struggle to make any headway. “Is nothing something” is an interesting whim, but without careful facilitation there isn’t much to grab on to. It would be the role of the teacher to help pupils bring a question like this into the real world. Perhaps relating it to a more accessible concept like boredom, or empty space."

 

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays? "In terms of its use in the classroom, it depends on the educational environment, and this will vary from country to country. My gut instinct is to parrot the line about living in a ‘post-truth’ world, and that rigorous dissection of argument in age of fake-news’ and political spin is more important than ever before. Whilst this is crucial, this approach seems to ignore the fact there’s never really been a ‘truth world’. Information sources have always had bias, politicians have always added spin. So it wouldn’t really be responding to the ‘nowadays’ part of your question. It’s probably the amount of ideas competing for teachers’ attention. There are so many new and fresh approaches to education. Many of them lead to big gains in the classroom, perhaps others less so. It’s a matter of opinion on each. What is undeniable is the amount of CPD (Continuing Professional Development) opportunities available for teachers, and when I was full-time in the classroom it certainly left me feeling bombarded at times.

P4C is one approach that has a proven record of success and makes a meaningful difference on helping young people flourish. It’s a discipline that has shaped thousands of years of human progress. It should be put at the heart of the curriculum, but unfortunately remains an ‘approach.’ In this context, I think it’s biggest challenge is to maintain at the forefront of school development plans and not find itself squeezed out by other ideas and approaches."

 

For Tom, "there’s lots [of advices to help teachers and parents to help them deal with the children's questions] I could say here, so I’ll keep it brief. One piece of advice would be to make pupils aware that P4C is different from other lessons, in that there is not a ‘right’ answer the adult is looking for. Doing P4C isn’t a game of ‘snap’ – where they’re looking to find the answer the adult has. Rather, it is a place for genuinely open discussion where there can be several competing answers. As P4C practitioners, we are aware of this, but I think more can be done to communicate this to the pupils. There’s a risk when embedding P4C in the curriculum, especially on ‘well-being based’ subjects dealing with personal, health and social issues, that the children don’t know when they’re able to speak their mind, and when they are answering a question that has the illusion of openness, but has a recommended answer."

 

Can you share a question that surprised you? "One of my favourites was early in my teaching career. My group chose a question on gender stereotypes and toys – a very pertinent issue. There was a gap between the question choosing and the enquiry, so in preparation for our discussion, I spent hours scouring the internet for articles, news-clips and talking heads, all to stimulate the discussion and provide thought provoking new angles, if we needed them. The scene was set for an all-singing, all-dancing discussion.

 During the register, one girl in the front row turned to a friend, seemingly oblivious to the silence in the room, and said: “You know we were talking about stereotypes last week?”

“Yes?”

“I’ve been wondering… Are stereotypes formed then spread, or spread then formed?”

That symbolised was the death knell for my planning as the question quickly captured the attention of the class and lasted the whole lesson. I remained largely out of view, frantically scribbling their points down. The discussion was brilliant. It was spontaneous, organic, and most importantly, it was theirs. This may not have been the most surprising question, but certainly one of the most memorable."

 

 

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 bolds are my responsability

Laurance Splitter: "(...) we need to take their questions seriously, and check with them before assuming we know exactly what they mean."

Laurance Splitter is a reference to me and to all of you who study P4C (philosophy for children). Laurance has been working in this area since 1983/1984 and I'm really used to quote him on my academic work. 

I feel like a real rookie, next to professor Laurance. Laura D'Olimpio encouraged me to write to him, so that my blog could share with you another point of view from someone who practices #p4c, for such a long time. 

Thank you, professor Laurance!

 

*

 

Can you recall the first time you heard about philosophy for children (p4c)? "I think it was early in 1982. I met Matthew Lipman later that year when I was taking Sabbatical leave in the USA."

 

And how did you start working with p4c? "In early 1983, I contacted the state government at the time, and showed them some of the original p4c materials written by Lipman and Sharp. Their unenthusiastic response taught me that this is the wrong place to start! So I began contacting schools and teachers and arranged to sit down with primary school children in 1984 so I could claim at least some experience of doing philosophy with children, not just talking about it. With several other volunteers, we formed the first national p4c association, based in Sydney, Australia, in 1985, at the first “teacher educator” workshop which I organized. Matthew Lipman and Ann Sharp directed this workshop, and participants included philosophers, principals and teachers from around Australia. These people were instrumental in setting up local associations and networks in their own regions over the next few years, leading to the establishment of a national federation in 1990. One thing I realized early on is that despite my own passion and commitment – indeed, because of them – it was important to set up state and regional organizations which were reasonably democratic and would outlast the particular individuals who served on them. P4c should never be any one person’s “pet” project."

 

In your opinion, what is the most important skill that a P4C teacher must have? "Along with such attitudes as a love of philosophy, a good degree of intellectual humility, and a commitment to teaching young people to think well, I think there are several key skills which are equally important, including: listening carefully, asking appropriate questions at the appropriate time, and developing an “ear” for what constitutes a philosophical direction or focus. Although it is not the teacher’s primary task to provide answers to philosophical questions (even if she thinks she knows them!), this philosophical “ear” usually requires a degree of familiarity with philosophy, so that one has a sense of the great dialogical tradition that children are invited to join. In practice, this is not always possible for classroom teachers, so it helps to have experienced philosophers on hand as well. Conversely, professional philosophers may not be particularly good teachers so, ideally, it is great when teachers and philosophers can work together."

 

Do you think p4c is necessary to children? Why? "Interpreting “p4c” broadly to mean “doing philosophy with children and adolescents”, I certainly think it is important. Since many children survive in the world without much – if any – contact with philosophy (especially if their own philosophical musings are ignored), it is too strong to say that p4c is strictly necessary. It is even possible for young people to grow into thoughtful, reasonable and respectful adults without the benefits of philosophy, but this is much more likely if they have had the benefit of being members of a community of philosophical inquiry. I say this because, in my view, such a community empowers children to think conceptually and, thereby, to appreciate the ethical, logical, metaphysical, epistemological and aesthetic dimensions of their experiences."

 

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view? "We seem always to come back to this “meta” question, partly because it is important, and partly because we keep rethinking the answer! As tempting as it is to refer to such features as openness, having no (universally accepted) answers, etc., I no long favour this approach, just because they are features of any kind of genuine inquiry, whether philosophical or not (scientific or historical, for example). More precisely – since others will point out that scientific questions do or will have accepted or settled answers, at least in the scientific community – I think that a good teacher of inquiry-based learning and thinking knows how to create the sense of openness – even tension – among students that comes from feeling unsettled or puzzled by the questions they explore. Coming back to the question, I tend to fall back on the idea that philosophical questions are those that deal essentially with concepts and their meanings."

 

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays? "I am not sure if there is one universal challenge, as a lot depends on time and circumstance. Still, I am tempted to point to the relatively recent and alarming rise in “populist” thinking that is evidenced by recent political events. Populist thinking tends to downplay such norms as reasonableness, truth and judgment in favour of looking to those who promise quick and easy solutions to problems. As the term suggests, it makes the terrible mistake of assuming that the most popular answer is the best answer, no matter if it is shown to be false or contradictory. In such an environment, many people will simply have no time or patience for the kinds of careful and deep deliberation that philosophy requires, or for the crucial idea that there is nothing noble about absolute certainty. Of course children will still be curious and ask lots of questions, but the adults who govern their lives have the power to deny them the opportunity to do philosophy, by discouraging their questions, demanding unquestioned obedience, and pushing a “dumbed-down” curriculum in schools and classrooms. There is a positive dimension to this issue. IF more children engage in philosophical dialogue and inquiry, the chances are good that they will develop both the skills required to think well, and the dispositions that accompany them, including a concern for the truth (and for telling the truth). Such children are unlikely to become “populists”!"

 

Can you give the teachers and the parents some kind of advice to help them deal with the children’s questions?

"Some questions require, or deserve, straight-forward responses (“Is Grandma coming today?”, “Is it ok to cross the road now?”, for example). But both in philosophy class and in ordinary life, those with a philosophical “ear” (as noted above) can often discern that children’s questions provide great opportunities for thoughtful discussion. In these cases, it is neither necessary nor desirable to simply “answer” their questions. As other writers have pointed out, children’s questions are often “invitations” to “play with” ideas and thoughts. Since most such questions already reflect a good deal of thinking on the child’s part, one good strategy is ask them, in turn, “What makes you ask that?” or “What are you thinking about here?”

More generally, we need to take their questions seriously, and check with them before assuming we know exactly what they mean. As for sharing our own views on substantive issues with children, I think it depends on the extent to which they have mastered or internalized the tools of deliberative inquiry. For example, if they are satisfied with what we say simply because we are the “clever” adults in charge (as teachers or parents), then they are not yet thinking for themselves."

 

This is one of my favourite questions, because I think we all have curious stories related to the children's questions. Laurance, did the children ever surprised you with a question? Can you share that question with us? "This is an empirical question that relies on my having a decent memory – something about which I am no longer so sure! But I will always remember one particular question that came up during a fourth grade class demonstration which was actually being videoed for television. It was one of my very first experiences doing philosophy with 9 year olds and I was quite nervous, particularly because the cameras were rolling throughout the lesson. We read a chapter from Matthew Lipman’s novel Pixie which raises all kinds of metaphysical issues to do with relationships, mind, space and time, etc. At the end of the reading I asked the kids if there was something they found especially interesting or puzzling – and was met with complete silence!

I have learned since then that silence can, indeed, be “golden” but back then every second seemed like an hour, and still the students seemed to have nothing to say. Finally, much to my relief, one child put his hand up. His question: “What’s that funny mark at the bottom of the page?” (pointing to a smudge made by the photocopy machine). What to do with such a blatantly non-philosophical question? Simply answer it? Ask if anyone else can answer it? Ask the questioner what made him ask that question? Fortunately, I opted to take his question seriously and wrote it up on the board with his name next to it. I explained that all questions are welcome and that this was his question which he was kindly giving to the class community. At that point several others raised their hands to ask questions which lead to some great dialogue; but they had been encouraged by that student’s willingness to break the silence and ask the first question.

 

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📷 Laurance Splitter, on facebook

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