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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

"joana, tive um contratempo"

tocou e eu já estava na sala, a preparar o material.

os pimpolhos vão chegando, uns a correr, outros de forma mais descontraída. são 16h30 e eles estão na escola desde as 9h. a "aula" de filosofia acontece depois do intervalo de 30 minutos, da parte da tarde.

há sempre quem tenha um xixi em atraso, quando chega à porta da sala. às vezes há quem apareça com uma maçã ainda a meio. peço sempre que respeitem a aula e apareçam com os assuntos do xixi e do lanche tratados: afinal, só temos uma vez por semana para trabalhar em conjunto.

a C. e a amiga N. chegaram uns 10 minutos depois. bateram à porta e pediram licença.

- então, minhas amigas! o que vos aconteceu? já estava a ficar preocupada.

- joana, tivemos um contratempo. 

eu sorri e pedi que fossem para o lugar, na sala, os cadernos da filosofia já estavam à sua espera.

a C. e a N. estavam sentadas lado a lado. muito burburinho, conversa "de vizinhas" e nada de colaborar com o trabalho da filosofia. após pedir duas ou três vezes que nos ajudassem com os trabalhos do pensar, pedi a uma delas para ir para outro lugar. a C. assim fez, mas com um ar muito contrariado. passados uns bons minutos veio ter comigo e disse:

- sabes, estava a fazer um desenho para ti, mas como pediste para trocar de lugar já não te dou.

- hummm. e se eu te disser que estava precisamente a pensar pedir-te para voltares para a beira da N., mas que agora já não o vou fazer porque tu não me vais dar o desenho... o que pensas disto, C.?

a C. sorriu e disse: oh, isso não é justo. 

 

a C. voltou para se sentar ao pé da sua amiga N. 

e filosofamos felizes para sempre. 

 

 

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próxima paragem: Positive Minds

 

 

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no dia 5 de Fevereiro, domingo, vou estar em Odivelas, no espaço Positive Minds. levo comigo uma caixa cheia de jogos e perguntas, para brincarmos a pensar - ou pensarmos a brincar? 

as oficinas estão abertas a pais e filhos (entre os 4 e os 14 anos).

 


para saber mais (local, preços, inscrições): bookings@positiveminds.pt 

 

filosofia com "mini-'ssoas" de 5 anos

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manhã de filosofia, a pensar em critérios, razões, exemplos, contra-exemplos e outras coisas que tais 

fica uma frase, ternurenta e corajosa ao mesmo tempo:

"há coisas que não existem na realeza" 

- na realeza ou na realidade? - perguntei ao M.

- na realidade. é isso! 

 

pois é. haja espaço e tempo para o "trabalho do pensar". obrigada à educadora A pelo convite.

e pelo certificado. maningue nice! 

 

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"e depois não dói mais"

A: joana, joana. dói-me o braço, aqui.
eu: ah sim? e dói há muito tempo?
A: desde há bocadinho.
eu: está bem, meu amor. não te preocupes, se continuar a doer, amanhã vai cair. e depois não dói mais. 

a A. riu-se. e a "dor", pelos vistos, passou.

 

 

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creative mornings rock!

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convidaram-me para facilitar uma das Creative Mornings que acontecem no espaço Second Home, ali mesmo no Mercado da Ribeira (Cais do Sodré).

em jeito de café filosófico partilhei com uma casa cheia algumas provocações para pensarmos, em conjunto, sobre esse mistério que é o sentido da vida.

 

as fotografias foram tiradas pelo João (obrigada!!!) 

para saber mais sobre estes eventos matutinos, gratuitos e creativos é só dar um pulo AQUI

coisas que acontecem nas salas de aula

já partilhei por aqui muito do que se passa na sala de aula, quando estou a trabalhar filosofia para crianças em regime de AEC. o horário é aquele que todos "amamos" (atenção à ironia) e a presença das crianças ali tem várias motivações: os pais querem mesmo que os filhos vivam outras actividades que não se encontram no currículo (a filosofia, o yoga, o teatro), as crianças têm que ficar na escola até que os pais saiam do trabalho - entre outras, mais positivas ou mais negativas. 

com todos os prós e contras, a presença da filosofia, enquanto AEC, é uma forma de criar alternativas NA escola. 

 

há dias, numa turma de 1º ano do 1º ciclo deparei-me com um grupo muito agitado. tudo servia de motivo para se distraírem e não se focarem no trabalho do pensar (filosofia). pedi-lhes que se acalmassem com um exercício simples: largar o que tinham nas mãos e colocar estas em cima da mesa. fechamos os olhos e sentimos o silêncio. pedi várias vezes, num tom de voz "normal" = sem gritar. as vinte crianças à minha frente estavam noutro mundo. pedi, repetindo as mesmas palavras. e lá foram uns e outros acedendo ao pedido. 

e disse: "bom, estou a pedir a todos para nos acompanharem neste exercício, mas ainda há quem não esteja a ouvir. sem gritar, vou pedir de outra maneira."

e assim fiz.

"peço que larguem o que têm na mão e coloquem a vossa mão direita em cima da mesa, depois a mão esquerda. vamos fechar os olhos e ouvir o silêncio. e quem não fizer isto tem um recado na caderneta." 

acreditam que as palavras máginas "recado na caderneta" funcionaram? no sentido em que se seguiu um silêncio instântaneo. e lancei o desafio para pensarmos: por que razão vocês não acederam ao meu primeiro pedido e só o fizeram quando mencionei "recado na caderneta"? 

os meninos olharam uns para os outros. os seus olhos procuravam a resposta para algo do qual estavam a tomar consciência naquele momento. aproveitámos a calma instaurada para nos espreguiçarmos e tratar de arrumar o material: estava quase na hora do toque e não era oportuno começar ou sequer recomeçar os exercícios. 

 

apesar de dias menos bons considero que é possível levar este processo a bom caminho.

pequenos passos, todos os dias.

 

 

Leslie Cázares Aponte: "Pienso que el vivir con FpN como un proyecto vital, nos va permitiendo estar más conscientes del mundo y de nosotros mismos,"

Conheci a Leslie Cázares Aponte através do instagram. Cedo percebi a sua ligação à filosofia para crianças (filosofia para niños) e fomos mantendo o contacto. A Leslie é a actual Presidente de la Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C., cujo trabalho podem espreitar AQUI. Aqui ficam os ecos mexicanos da filosofia para crianças. Gracias, Leslie! 

 

*

 

¿Te acuerdas cuando fue la primera vez que oiste hablar de filosofía para niños? "Fue exactamente hace 20 años, me fui a vivir a la ciudad de León Guanajuato y mi esposo me preguntó : ¿te gustaría tomar un curso de filosofía para niños que imparte mi tía Teresa de la Garza?. Ahora esa pregunta es extraña, ya que ella además de ser un familiar, se volvió en una de mis maestras más importantes en mi vida. Además de iniciarme en el camino del Diplomado de FpN, Tere asesoró mi tesis de maestría, llamada “el impacto del programa de filosofía para niños en los docentes que la imparten”.

 

¿Como has empezado a trabajar en área? "Hace también 20 años, inicié a trabajar en la Universidad, con la propuesta de dar clases de filosofía para niños a los docentes universitarios de nuevo ingreso. Mi hipótesis era que FpN, ayuda a la docencia en todos sentidos, a generar un ambiente de pensar, a tener reglas de participación, a plantear preguntas de investigación, a dialogar y buscar alternativas para solucionar problemas, y todo eso es muy útil para cualquier clase de nivel Universitario. Claro que años más tarde descubrí que esta hipótesis aplicaba para cualquier nivel educativo."

 

¿Consideras que la fpn és necessaria para los niños? Porquê? "Si, porque para vivir hay que resolver un montón de ideas que se nos presentan en la vida, así como infinidad de toma de decisiones. FpN, nos va preparando para esto y más, a través de la comunidad de investigación, va siendo un ejercicio permanente en la vida, buscar alternativas, plantear preguntas para indagar, elaborar cuestionamientos, detectar inconsistencias lógicas en el mundo loco en el que vivimos. Pienso que el vivir con FpN como un proyecto vital, nos va permitiendo estar más conscientes del mundo y de nosotros mismos."

 

¿Hoy en dia los niños tienen muchissimas actividades en la escuela e fuera de ella. Porquê debemos tener la filosofia en las escuelas? "La escuela es el espacio de socialización, en donde podemos ejercitar la realidad del mundo a través de nuestros profesores, compañeros de estudio y del material informativo que nos rodea. La comunidad de diálogo en las escuelas, se va transformando en un delicioso lugar seguro para crecer y poner nuestras ideas en consideración de nosotros mismos en relación a los demás. Es decir, que las ideas propias, van teniendo un espacio de intercambio social, que a la larga, nos permitirá tener un intercambio social en nuestras vidas, mucho más pensado y pensado en conjunto. Creo que esto solo se puede dar en la escuela. Lo mejor es tener una o dos clases a la semana para filosofar en conjunto, desde la edad más temprana en donde inicia el lenguaje, hasta la edad universitaria.

 

¿Que és lo que hace que una pregunta sea una pregunta filosófica - desde el punto de vIsta de la fpn? "Esto le encanta contestar a dos de mis maestros favoritos del FpN, Eugenio Echeverría de México y Juan Carlos Lago de España, Eugenio dice: Es controversial. No tiene una respuesta cerrada y es importante para nosotros y no hay edad en la q deje de ser importante. Ejemplo. La justicia. La libertad. El sentido de la vida. Juan Carlos Lago dice: Que sea abierta y controvertida, que no tenga una respuesta definitiva, sino que sea válida cuando se emite, pero que puede modificarse ante nuevas evidencias o circunstancias. Otra característica es que la respuesta no está dada ya en un texto, sino que la vamos construyendo desde nuestra experiencia personal o compartida.

Yo Leslie digo, que las preguntas filosóficas son aquellas que nos parecen exquisitas y complejas, difíciles de contestar de manera pronta y precisa, necesitan la exploración de ideas, la búsqueda de fuentes de información, nos mueven a la reflexión inmediatamente. Las preguntas filosóficas hablan sobre temas relacionados con la humanidad, el futuro de las especies, incluyen dilemas éticos, morales y sociales."

 

¿Cuáles son los mayores desafios que se enfrenta hoy en dia fpc? "El crecimiento del proyecto en todos los países, la comunicación de ideas y resultados que ha tenido el programa en las personas, profesores, alumnos, necesitamos saber qué ha pasado en todos los países para reconocer la importancia que ha tenido en las vidas, para que siga creciendo. Es por esto que estoy haciendo una red de comunicación en varios países, desde la Federación Mexicana de Filosofía para Niños, que actualmente encabezo."

 

¿Puede dar algunos consejos a maestros y padres para ayudarles a lidar com las preguntas de los niños?

"Claro:

Asombrarse y explorar las las preguntas, tratarlas de entender junto con ellos ¿qué pregunta la pregunta? ¿por qué te surgió? ¿a quién más le interesaría explorar esa pregunta? ¿qué tipo de pregunta es? ¿se responde con un sí o con un no? ¿podemos pensar en otras preguntas similares?

Evitar asustarse con las preguntas o por el tema o por como están planteadas, una buena actitud educativa es ayudarlos a comprender el orígen de sus dudas y plantearlas de manera en que sean comprendidas por los demás.

Cuando son demasiadas preguntas, puede ser que solo pregunten por preguntar sin un sentido claro, es decir, quizá nos quieran molestar con sus preguntas. En esos casos sugiero preguntarles ¿tu tienes ya una respuesta a la pregunta? ¿por qué quisieras saber la respuesta a esa pregunta? ¿crees que alguien comparte tus dudas?

 

¿Alguna vez has sido sorprendido con una pregunta de un niño? Puedes compartir con nosotros la pergunta?

 "Me han fascinado estas:

 ¿Sabes o crees?

¿Será que la vida es algo que conocemos o que queremos conocer?

 ¿Quién soy? ¿somos parte de todo? ¿todo es parte de nosotros?

 ¿Qué cosas nos hacen felices? ¿Es posible ser felices en la vida sin cosas?

 ¿Por qué las personas no aprendemos de nuestros errores?

 ¿Quién inventó los árboles? ¿para qué se inventaron a los niños? ¿será que el mundo es tan grande como dicen?"

 

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⚠️ o texto a bold é da minha responsabilidade 

escolas alternativas e comunidades de aprendizagem

fui conduzida a um grupo, no facebook, com o curioso nome "escolas alternativas e comunidades de aprendizagem". o grupo é fechado e por isso aguardei que a minha entrada fosse aprovada. o que encontrei por lá foi uma mão cheia de gente que procura soluções alternativas ao modelo de escola denominado de tradicional, bem como pessoas que já estão a trabalhar nesse campo.

ensino doméstico, unschoolling, comunidades de aprendizagem, playgroup - estas foram algumas das expressões que mais li no grupo. e desespero: de quem tenta fazer diferente na escola e de quem tenta proporcionar diferente aos seus filhos. sobretudo, tenho encontrado muita vontade - mesmo muita vontade de mudar.

a educação é um tema sensível para todos nós. há quem diga que só começou a preocupar-se com "estas coisas da escola" depois de ser mãe. quanto a mim, a preocupação tem a ver com o facto de todos os dias procurar criar alternativas NA escola. parece-me indiscutível que a escola precisa ser olhada com outros olhos e que há pequenas (grandes) coisas que têm que ser mudadas. coisas simples, por vezes, como a distribuição física das mesas nas salas, a distribuição do espaço na sala. ou a presença de um ou outro recurso mais facilitador da relação entre o educador ou professor e as crianças em sala. o número de pessoas em sala tem que ser reduzido, urgentemente. 

enquanto estas mudanças não chegam, o movimento pelas escolas alternativas e pelas comunidades de aprendizagem ganha adeptos - pelo menos no grupo do facebook. 

é importante que estes espaços - virtuais ou físicos - de partilha sejam isso mesmo e não se tornem num depósito de acusações pais versus professores. de um lado e do outro há razões, há emoções, há contextos que não podem ser ignorados. 

 

já agora, ficam aqui alguns vídeos que dizem muitas das coisas que defendo na escola e que me levam a estar na escola, a criar alternativas. baby steps, eu sei. baby steps. 

 

David Rodrigues: pensar utopicamente a educação

José Pacheco: aprender em comunidade

Rosely Sayão: escola e família

Manuel Faria: sound bites 

Ken Robinson: how to escape education's death valley

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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