Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

quer saber um pouco mais sobre a filosofia para crianças?

IMG_6342.JPG

 

sim?

nesse caso, sugiro a inscrição na acção "os porquês da palavra porquê", a ter lugar na rua sampaio e pina (em lisboa), no IAC - Instituto de Apoio à Criança.

 

acontece no sábado, 12 de dezembro, entre as 9h e as 16h. a inscrição tem um custo de 25 euros e terá que ser realizada, antecipadamente, via e-mail para iac-humanizacao@iacrianca.pt 

 

há mais informações disponíveis no facebook

 

conheça o feedback  dos  formandos presentes na  última formação: 

 

IMG_3596.jpg

 

IMG_3597.jpg

 

IMG_3598.jpg

 

IMG_3599.jpg

 

IMG_3600.jpg

 

"joana, podíamos fazer um debate"

depois de sentarmos nos lugares, de nos acalmarmos, de regressar da ida à casa-de-banho ("joana, ainda dá para ir num instante?) e de termos recapitulado a última aula (quem se lembra e quer partilhar o que fizemos no último dia?) a L. pede a palavra e diz:

- joana, podíamos fazer um debate!

ah sim?, perguntei. então e como é que é isso do debate?

- então, umas pessoas vão dizer se concordam, as outras dizem ou defendem que não concordam e depois falamos. cada um defende um lado.

 

no quadro, o tópico da última aula: "fazer muitas perguntas: é bom fazer? ou é mau fazer? e as justificações para defender o "é bom"  e o "é mau". e eu perguntei à L. se ela achava que podíamos fazer o debate com aquilo que temos no quadro? "sim", foi a resposta. 

 

então, disse eu, vamos organizar-nos para o debate. as pessoas têm que definir se defendem "é bom fazer muitas perguntas" ou "é mau fazer muitas perguntas". e até temos ali algumas razões. vamos procurar exemplos para essas razões? 

 

IMG_7436.JPG

 

e surgiram alguns ares de estranheza. qual é a diferença entre razões e exemplos? 

o M. deu o pontapé de saída nesta dúvida. "joana, não estou a perceber bem o que é um exemplo disso que já temos aí". perguntei se alguém tinha alguma sugestão, se podia ajudar a encontrar um exemplo. o C. juntou-se ao M. na dúvida e a aula continuou neste sentido: apurar o que é uma razão e o que é um exemplo - e de que forma é que o exemplo ajuda as nossas razões a provar a sua força. 

e ficaram alguns TPP (trabalhos para pensar) para a próxima aula.

no final, o C. perguntou-me se podia apagar o quadro. ao fazer isto, perguntou-me:

- joana, uma pessoa pode ter só um nome?

- só um nome? como assim?

- achas que há uma pessoa que se chama só Fábio? 

- C, viste o que aconteceu? 

e ele ficou a olhar para mim, como se estivesse a pensar "para dentro". 

- dei um exemplo?, perguntou ele.

sim. agora só tens que pensar na razão que queres defender e encontrar exemplos, como encontraste para essa pergunta que fizeste. já viste que os exemplos dão muito jeito, C.?

e ele sorriu.

- até para a semana, joana, e colocou a mochila às costas e saiu pelo corredor. 

 

IMG_7438.JPG

 

 

 

 

desenhar "o batman, ele próprio"

IMG_7210.JPG

 "joana, hoje não desenhei o batman da ‪#‎filosofia‬!" 
então, qual é que desenhaste?
"desenhei o batman, ele próprio" 

 

e o V. não fez só isso. a meio de uma ficha à qual o grupo estava a responder, o C. assinalou a estranheza do I. ter uma opinião diferente da dele. o V. nem hesitou:

 

- ó C., mas isso é normal. cada um tem a sua opinião, está sempre a acontecer.

 

e foi aí que a aula aconteceu, no verdadeiro sentido da palavra: o V. tornou claro um dos princípios básicos da filosofia para crianças: cada um tem o direito a ter uma opinião diferente, um olhar diferente sobre uma mesma coisa. acontece é que, nas aulas de filosofia, somos chamados a justificar, a dar razões para a nossa opinião, perante os amigos. 

 

depois de 20 minutos a falar sobre a nova regra de "idas à casa-de-banho", de a testar e de avançarmos para a ficha de auto-avaliação, este momento fez com que a aula tivesse atingido um momento de, vamos chamar-lhe assim, sucesso: a comunidade de investigação, que está a construir-se, semana a semana, a auto-regular-se e a defender as atitudes filosóficas.

 

ah! e sobre a regra da casa-de-banho... não foi possível implementá-la. 

sugeri que houvesse um sinal na porta, para que deixasse de haver dedos no ar para perguntar se podem ir à casa-de-banho. um sinal de LIVRE e de OCUPADO. é só olhar para a porta e verificar se podemos ir ou não.  uma pessoa de cada vez e sem se atropelarem, disse eu. e se atrapalhar mais do que os dedos no ar, implementamos uma regra nova: não são permitidas as idas à casa-de-banho durante a aula. a excitação foi tal, que se geraram atropelos e ruído em demasia. o sinal foi arrumado na minha mochila e mais ninguém saiu da sala para ir à casa-de-banho. 

para a semana volto a experimentar o uso do sinal, na porta. aprender a gerir a nossa liberdade e a responsabilidade nem sempre é fácil. é (também)  para isso que existem as aulas de filosofia - as minhas, pelo menos. e isso implica dar dois passos em frente, por vezes recuar, andar um bocadinho para o lado até acertarmos o compasso da comunidade de investigação. e demora, sim, demora. 

eu não tenho pressa: até lá, o V. surpreende-me com desenhos do "Batman, ele próprio" e o F. defende que "fazer muitas perguntas é bom porque quer dizer que estamos vivos" - e eu deliro, e muito com estas coisas. 

agenda #filocri novembro/dezembro 2015

28 de novembro

Entroncamento

oficina de perguntas: o que é ser tratado como uma pessoa ?

informações: CdB@companhiadosbrinquedos.pt 

 

29 de novembro

Benfica 

philoGROWingUP: o que é ser tratado como uma pessoa?

informações: joanarssousa@gmail.com 

 

12 de dezembro

IAC - Rua Sampaio e Pina (Lisboa)

curso de formação (6h) para pais, educadores e professores

 

13 de dezembro

Benfica 

philoGROWingUP: o que é a felicidade?

informações: joanarssousa@gmail.com

 

 

notas:

- todos os eventos estão sujeitos a inscrição prévia: pf informe-se através dos e-mails indicados

- oficinas de filosofia para maiores de 4 anos 

 

 

IMG_6522.JPG

 

o que é ser tratado como uma pessoa?

10394073_872653886124350_9033712717264154644_n.jpg

 

"Nós, as crianças, temos que ser tratadas como pessoas", disse um dia uma pequena-filósofa numa oficina de filosofia. E o que é isso? Quando é que estamos a tratar alguém como uma pessoa - e quando é que não o estamos a fazer? Será que podemos descobrir, em conjunto?

 

a oficina destina-se a crianças, entre os 4 e os 10 anos - e os pais, avós, tios... também são convidados a participar!

 

é já no dia 29 de novembro, domingo, em Benfica, no espaço GROW UP (Rua Maria Lalande, 19)

 

as inscrições estão abertas: joanarssousa@gmail.com 

Pág. 1/3

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

@ creative mornings lx

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D