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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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o que é um acidente?

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hoje iniciámos uma investigação nova, fruto da seguinte situação: o Paulo tropeçou acidentalmente na Maria e caiu. entre um "foi sem querer" e "desculpa" surgiu a oportuna observação da Madalena: "os acidentes acontecem".

 

ah sim? e o que é um acidente?

 

há por aí uma turma do 1º ano do 1º ciclo que tem muito que investigar! daremos conta das nossas respostas 

os bonecos têm vida?

- ó joana espera. eu escrevi que sim, mas afinal quero dizer que não.
- R., o que aconteceu? mudaste de ideias?
- sim, mudei. é que pensei melhor e... os bonecos não são pessoas. e não têm vida como as pessoas.

(investigação em curso - 1º ano/1º ciclo)

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aprender a pensar?

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o cenário: uma turma do 1º e 2º anos do 1º ciclo, cerca de 25 crianças em sala.

não me conheciam. disse-lhes apenas o meu nome. a conversa começou em torno do "o que é que vamos fazer aqui hoje?" 

"uma aula de aprender a pensar", disse um dos meninos.

a Matilde disse que não precisa de aprender a pensar, porque já sabe pensar. todavia, no decorrer do diálogo, ela mudou de ideias. "afinal eu já não sei pensar" - e pediu ajuda aos colegas, trocou ideias. apresentou exemplos. o Rafael partilhou uma história que envolvia trocar de brinquedos - descobrimos que não trocamos só de ideias, também podemos trocar de coisas. 

 

quando anunciei que a aula ia acabar a Matilde levantou-se e disse: "mas não podes passar o dia aqui connosco?"

infelizmente, não. mas prometi voltar, assim a professora da turma me abra as portas para continuarmos a investigar coisas sobre o pensar e o saber.

 

até já, Matilde 

 

da filosofia para crianças

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a filosofia para crianças está (ainda) longe de ser um assunto pacífico. a própria filosofia também está longe de ser um assunto pacífico - parece-me natural que o mesmo aconteça à filosofia para crianças.

as metodologias vão muitas vezes DE encontro àquilo que acontece em sala de aula e o choque acontece. os meninos são os primeiros a sentir quando lhes é pedido que descubram, inventem, procurem, investiguem respostas em vez de lhes mostrarmos qual é a resposta certa. 

os pais. os pais também estranham: mas afinal do que é que se fala nas aulas? às vezes de coisas como "o que é uma pessoa", "os bonecos têm vida". joga-se aos "se". faz-se teatro a partir de perguntas. brinca-se com perguntas que aparecem em forma de cartas do baralho. temos um caderno onde podemos escrever aquilo que queremos. e os conteúdos? e a avaliação? e os critérios de avaliação? e o que significa aquele "não satisfaz"'? e o que é aquele "muito bom"? dizer que a criança revela pouco sentido crítico significa dizer que não tem sentido crítico? qual é o peso da avaliação na forma de entendimento da aec por parte das crianças? 

os professores também estranham. 

os outros colegas da filosofia também estranham.

faz parte do processo. enquanto a filosofia para crianças não se constituir como uma disciplina curricular, com um programa definido, com regulamentação a nível da formação - o caminho será sempre menos fácil para quem está no terreno. 

 

ficam as palavras de quem saúda o facto de haver filosofia para crianças, nas escolas públicas - as vozes da discórdia terão sempre lugar e com essas temos que aprender a lidar, esclarecendo, exemplificando, abrindo as portas para que entrem, estranhem e entranhem.

 

há dias um pai queixava-se que o seu filho não gostava das aulas de filosofia. "é uma seca", diz ele. esta noção de que os meninos só podem fazer aquilo que gostam parece-me demasiado cor de rosa e não os prepara para uma realidade onde temos que fazer coisas de que gostamos e coisas das quais não gostamos. não posso prometer a este pai ou a outro qualquer que os seus filhos vão gostar, sempre, do princípio ao fim, das minhas aulas. posso comprometer-me com as metodologias e com a relação de confiança que cultivo nas aulas, e que lhes dá espaço para que eles possam dizer o que gostam, o que não gostam, o que aprendem e o que sentem - desde que saibam dizer "porquê". 

comunidade de investigação: ON!

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 kit preparado? vamos a isso! 

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os voluntários organizam as senhas que dão a vez para falar. sim, o entusiasmo é tal que o grupo decidiu criar senhas. e parece-me que está a correr muito bem!  

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 momento para troca de ideias - e argumentos. 

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 também há um voluntário para escrever o sumário, no final da aula 

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 há lá quadro mais interactivo do que este? 

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passo a passo: uma comunidade de investigação. 
há voluntários para gerir a vez de falar, voluntários para arrumar a sala, para escrever o sumário.
e há ideias que se partilham, surgem argumentos, contra argumentos. e o quadro improvisado torna-se interactivo.

- joana, as aulas assim são muito fixes.

pois são. e a responsabilidade é vossa, por estarem a aprender tão bem a gerir, a estar e a ser neste espaço de liberdade. 

sim, os meus alunos são os maiores 

"o fruto da filosofia para crianças"

"(...) estou a enviar-lhe este email para lhe dar os parabéns pela forma como aborda e puxa as crianças para um tema que "normalmente" é de adultos: pensar, questionar, não aceitar um porque sim ou porque não, aceitar que pode não haver regras para tudo, assumir que não se sabe (mas que se pode investigar), expor as ideias de maneira a que os outros percebam, ouvir o que os outros têm para dizer e quem sabe mudar a nossa opinião.....pelo que eu vejo e converso com as minhas filhas, é este o fruto da filosofia para crianças!"

 

(obrigada pelas palavras, mãe!)

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filosofia é, definitivamente, uma coisa de, para e com crianças

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escolher uma carta ao acaso, explorar semelhanças e diferenças. partilhar ideias e descobrir que a mesma ideia é, para a L. uma diferença e para a B. uma semelhança.
dialogar, esclarecer, trocar argumentos.
mudar de ideias e saber dizer porquê.

- retalhos da vida de uma professora - que não gosta de ser tratada como professora - de filosofia, no 1º ciclo

"tenho uma coisa para ti"

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acho que posso contar pelos dedos de uma mão as vezes que a C. levantou o braço para pedir a palavra, desde que o ano lectivo começou. quase nem lhe reconhecia a voz. a C. gosta de estar a fazer alguma coisa durante as aulas: plasticina, desenho, colagens. dou-lhe liberdade para isso. tenho estado a tentar chegar ao mundo dela, quebrando a timidez e a falta de segurança para poder dizer o que pensa e o que sente.

em todas as aulas tenho direito a um presente.

numa delas, a C. fez pontos de interrogação em plasticina.

nas últimas semanas tem sido sempre das primeiras a levantar o braço para participar ou para ser voluntária numa tarefa.

 

passo a passo. 

 

no sábado e no domingo houve cócegas nos pés - e na filosofia

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a propósito da leitura do livro do professor Oscar Brenifier, desafiámos os pais e as mães a pensar sobre uma pergunta. a escolher: sim ou não. e depois? depois a "batota" habitual da filosofia: temos que dizer porquê!

 

muito obrigada aos pais e às mães presentes. 

 

info Cócegas nos Pés 

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