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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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e do outro lado, como é?

 

 

a ler, atentamente: 

 

If I could go back and change my classes now, I would immediately:

"professora, professora!"

"professora, alguma vez vais corrigir alguma coisa durante o ano todo?"

pergunta-me o F. (3º ano), que ainda se está a adaptar ao facto de, nas aulas de filosofia (para crianças), não perseguirmos UMA resposta certa, mas sim as possibilidades de resposta, o aprofundar das questões, a busca dos conceitos e a clarificação daquilo que se diz.


é um trabalho demorado, pausado, onde o saber (e o sabor) está no processo - e não propriamente no resultado.

há dias, a L. (4º ano) dizia-me que não conseguia dizer bem o que aprendia nas aulas. "acho que não aprendo nada, não aprendo português nem matemática. estamos aqui a trabalhar perguntas e a pensar nas coisas."

 

após consultar o Tomás Magalhães Carneiro - que me cedeu a sua ficha de auto-avaliação - construí uma grelha de critérios que vão servir de avaliação desta AEC - uma actividade de ENRIQUECIMENTO curricular. 

perante a ficha de AUTO-avaliação, a reacção "normal" foi: "mas e depois vais corrigir isto?" 

falamos sobre o que é avaliarmos o nosso próprio trabalho, o sentir, o estar, o pensar durante as aulas. e até lhes pedi que me avaliassem. parece que eu até me porto bem e grito pouco - "só mesmo quando nos portamos muito mal. mas primeiro pedes sempre se faz favor".

 

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e sim, houve umas meninas que optaram por assinalar a sua auto-avaliação com corações, em vez de bolas, cruzes, um visto ou uma estrela. 

 

"Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas"

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a frase é do A. Saint-Exupéry.

a estória que vos vou contar é minha e de um "rufia" com quem me cruzei numa sala de aula. foi-me sinalizado como um menino com mau comportamento, com o qual deveria ter especial atenção. 

na segunda aula e após lhe pedir 3 x "dá-me a almofada se faz favor" tirei-lhe a almofada das mãos. e caminhei para a ir arrumar. furioso, ele agarra-se à minha perna e não larga. e eu? eu continuei a caminhar, com ele agarrado à minha perna e a dizer: "é na boa, vês como consigo andar na mesma?"

ignorei. não dei importância. não sei se os psicólogos ou pedagogos podem explicar isto. 

o certo é que na semana seguinte tinha ali um aliado. ok, ele às vezes distrai-se com os amigos, mas tem dado contributos super importantes para o tema/pergunta que está na base do diálogo. e dá abraços. é verdade, pasmem-se: ele adora abraços. há dias, no meio de uma aula, veio ter comigo, abraçou-me e sentou-se ao meu colo. 

disse-lhe ao ouvido "acho que gostas um bocadinho de mim. é verdade?". ele riu e apertou o seu abraço, ainda mais. "espera aí só mais um bocadinho", disse-me ele quando lhe pedi para me levantar para ir ajudar os outros amigos na sala. eu esperei. 

será isto,  também, o "poder do amor"? 

um verdadeiro mistério!

há dias, uma aluna do 3º ano queixava-se que gostava de ter mais horas de educação física por semana:

"sabes, Joana, no ano passado tínhamos 3x por semana e eu gostava muito. mas este ano... aiii, aquele MISTÉRIO da educação"

- sim, não é só para nós, professores, que o Ministério da Educação é um MISTÉRIO. até as crianças do 1º ciclo sabem isso!

"professora, posso mesmo fazer todas as perguntas que quero?"

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claro que podes, respondi.

os meninos do 1º/4º anos quiseram fazer uma aula só de perguntas, para recolher e guardar na nossa caixa da filosofia. rapidamente se organizaram para que os meninos do 1º ano trabalhassem em grupo com os do 4º. 

uma das meninas veio ter comigo e perguntou: professora, tenho uma pergunta que se calhar é assim um bocadinho... parva. posso fazer à mesma?

se é importante para ti, podes, respondi.

 

partimos do princípio que não há perguntas estúpidas. podemos fazer todas as que quisermos - e depois investigamos aquelas que acharmos mais interessantes. qual é o "risco" que corro com este pressuposto? o de encontrar perguntas tão diferentes como

- porque é que existimos?

- porque é que os porcos fazem cocó?

- porque é que existe o amor?

- mas porque é que os números nunca acabam?

- porque é que existe o sexo F e o sexo M?

- porque é que os macacos se baloiçam tanto?

 

a investigação segue dentro de momentos 

a #2 já anda por aí - e é linda!

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o GERADOR continua a gerar: a #2 já está nas bancas e podem perguntar por ela nas bancas e quiosques, tabacarias, lojas note e FNAC das nossas vidas.

 

este número contém a primeira dupla para o Café Central com Eugénia Vasques e Filipe La Féria. foi uma conversa descontraída, informal, muito rica e amorosa, entre dois "monstros" do teatro português. para mim, foi um privilégio fazer parte deste momento.

 

pertencer ao GERADOR é ter o director mais exigente e desafiante, o mestre de obras mais lindo e o "ele" mais seguro e confiante. 

 

se preferirem receber a revista confortavelmente na vossa casa, enviem e-mail para  geral@gerador.eu - sim, a malta envia para o estrangeiro - inclui o planeta Marte. 

 

 

 

 

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TEDxLisboa Educação: espalhar ideias & mobilizar!

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Esta fotografia foi partilhada pelo @cinemusiques no instagram. "Conheço" o Bruno do twitter e foi muito simpático da parte dele ter apanhado este momento, em pleno palco do #tedxlisboa. 

A fotografia que podem ver projectada foi tirada em 2009 (2010?) pela Ana Cila, uma mãe que um dia me convidou, via e-mail, para ir a Portalegre proporcionar oficinas de filosofia aos seus filhos - e a outros meninos que a eles se quisessem juntar. Em 2013 voltei ao Alentejo e estive com os filhos da Ana e os seus alunos, a partilhar filosofices - que são para todas as idades!

 

Adoro esta fotografia. Uso e abuso dela, com autorização da Ana. E tê-la comigo no TEDx foi maravilhoso. 

 

Quando a Cristina Marques da Silva me convidou para ser oradora do TEDxLisboa disse logo que sim. Sou do verbo ir, como costumo dizer. E ainda bem. O processo de preparação, de ensaios, de convívio com os outros oradores foi longo. Muitas horas com reuniões, partilhas, perguntas e respostas. E dúvidas. Nervos. Ansiedade. Questões técnicas para afinar. Risos. Bom humor. E a presença do Bruno Santos, um orador do qual nunca ouvimos uma palavra... sempre a observar, para nos presentear com uma surpresa super divertida no palco, a fechar o evento. 

 

Tive amigos na plateia. A minha mãe estava lá, a responsável máxima pela MINHA educação. Em casa, o Bernardo e a Camila, os meus afilhados, também estiveram a ver e a ouvir. E ficaram confusos quando o nome deles foi dito em palco. As histórias que contei sobre os meus alunos tiveram os nomes alterados. Para homenagear as minhas "pessoas humanas preferidas", resolvi dar baptizar esses meninos com os nomes dos meus afilhados. Mas sim, as histórias são todas VERDADEIRAS e aconteceram comigo e com os meus alunos, com quem tenho o privilégio de filosofar. 

 

(In)felizmente, a parte melhor do TEDxLisboa não foi visível para as 700 pessoas presentes no Fórum Lisboa, nem para as 2000 e muitas que assistiram no live streaming. Foi a amizade, a cumplicidade que vivemos entre oradores e equipa. E que vamos guardar para sempre e cuidar.

 

Obrigada TEDxLisboa - foi uma AVENTURA por mares que nunca tinha navegado. E que equipa de marinheiros, hein?

 

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