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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

este mês na revista Pais & Filhos

 

 

artigo de Luís Lima, jornalista que visitou o II Encontro de Filosofia para Crianças e Criatividade, Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos e algumas aulas de filosofia para crianças

 

 

(e o III Encontro está a ser preparado... novidades em breve!)

sintonizem a Antena 3, a partir das 19h

senhoras e senhores, Sir Ken Robinson

mais uma TED com a presença fascinante de Ken Robinson, que repete e sublinha aspectos FUNDAMENTAIS da nossa educação - e que subscrevo inteiramente. encontrei, num blog, algumas ideias retiradas deste vídeo (obrigada Pedro Correia) que passo a citar:

“Existem três princípios com os quais a vida humana prospera e são contrariados pela cultura da educação na qual a maioria dos professores tem de trabalhar e que a maioria dos alunos tem de suportar. O primeiro é este: os seres humanos são naturalmente diferentes e diversos.”

 

“Uma verdadeira Educação tem que dar o mesmo peso às Artes, às Humanidades e à Educação Física.”

 

“Se sentarem miúdos hora após hora, a fazer um medíocre trabalho de escritório, não se surpreendam se eles se começarem a agitar…”

 

“O segundo princípio que leva a vida humana a prosperar é a curiosidade. Se conseguirmos acender a chama da curiosidade nas crianças, elas aprenderão, muitas vezes, sem qualquer assistência.”

 

“A curiosidade é o motor da realização.”

 

“O terceiro princípio é que a vida humana é inerentemente criativa (…) ensinar é uma profissão criativa. Ensinar de forma correta não é um sistema de transmissão. Vocês não está lá apenas para transmitir a informação que receberam. Os bons professores fazem isso mas o que fazem também é orientar, estimular, provocar, envolver.”

 

“O papel do professor é facilitar a aprendizagem (…) e parte do problema é, penso eu, que a cultura dominante na educação se tem vindo a focar não em ensinar e aprender, mas em testar.”

 

“Todos criamos as nossas vidas ao longo deste processo incessante de imaginar alternativas e posibilidades, e esse é um dos papéis da educação, acordar e desenvolver esses poderes de criatividade. Em vez disso, o que temos é uma cultura de padronização.”

 

“A Educação não é um sistema mecânico. É um sistema humano. É sobre pessoas, pessoas que ou querem aprender ou não querem aprender.”

 

Citando Benjamin Franklin: “Existem três tipos de pessoas no  Mundo: os que são imutáveis – pessoas que não entendem, não querem entender e não vão fazer nada acerca disso; os que são mutáveis – pessoas que vêm a necessidade de mudança e estão preparadas para ouvir sobre isso; e os que se movem – pessoas que fazem as coisas acontecer.”

 

 

 

social media ao serviço das pessoas [com doenças] raras

 

 

«Acreditamos que os pacientes e cuidadores muitas vezes desenvolvem soluções e estratégias para lidar com os desafios impostos pelas suas doenças. A partilha destas soluções pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de outras pessoas!» - este é o mote da plataforma Patient Innovation.

 

Participe, leia, informe-se. Tenho a certeza, enquanto portadora de doença rara (méniere) que este espaço poderá ser muito útil para todos: doentes, familiares e amigos, que procuram ir além do diagnóstico do médico e dos "NÃOS" que se ouvem neste processo. Um doente raro precisa de POSSIBILIDADES e de atenção - à doença rara, mas sobretudo à PESSOA RARA que é.

 

+ info AQUI

do gesto à voz: ciclo de conferências

 

 

teve início no dia 1 de Fevereiro o ciclo de conferências Do Gesto à Voz, dedicado à educação de surdos e inclusão. tive oportunidade de assistir a uma manhã plena de partilhas sobre a problemática da surdez no seio da educação, em conjunto com os meus colegas do nível II de Língua Gestual Portuguesa (LGP) e da nossa formadora, Patrícia.

 

a conferência contou com a presença de várias pessoas, em representação de entidades que trabalham na área da educação dos surdos ou que representam associações de pais e amigos. a reter o discurso emocionado do André Couto,  presidente da AFAS ( Associação das Famílias e Amigos dos Surdos ) que partilhou connosco um percurso de pai da M, uma criança surda, a quem o primeiro médico que diagnosticou a surdez traçou o seguinte cenário «os surdos não atingem níveis superiores de inteligência». acontece que a M entrou recentemente para o curso de Medicina (parabéns, M). a afirmação desse médico encerra em si imensos preconceitos: que a surdez condiciona a aprendizagem e limita o sucesso, que a inteligência se reduz ao QI e por aí fora.

 

Maria José Freire falou-nos da educação bilingue - língua gestual portuguesa e língua portuguesa - na educação dos surdos e de como há um fosso enorme entre a teoria e a prática, entre aquilo que está legislado e aquilo que acontece nas escolas.

 

Paulo Vaz Carvalho apresentou-nos um olhar histórico sobre a língua gestual e da necessidade da comunidade surda aceder ás fontes primárias, que contam essa história, para que possam escrever, com a sua própria "voz", essa mesma História. sublinhou ainda que faz falta a existência de dicionários bilingues (LGP - LP e LP - LGP) bem como outros materiais que possam ser usados nas escolas e pelos pais e sobretudo pelos alunos, para que estes possam estudar autonomamente, sem professor, sem intérprete.

 

lugar ainda para o testemunho de Shaiza, que partilhou uma experiência de cultura e identidade da LGP na sua educação.

 

parabéns ao Joaquim Melro e à sua equipa pela iniciativa. o Joaquim é, como eu, apaixonado pela educação, pela filosofia e pelo gesto. partilhamos essa paixão com a Carla Ribeiro, que tive oportunidade de (re)encontrar neste dia.

 

confesso que fiquei angustiada quando ouvi o representante da Casa Pia (?) relativamente à Filosofia. disse que tinha muitas dúvidas que um surdo conseguisse fazer um exame de Filosofia, do 12º. eu conheço muitos ouvintes que também tiveram essa dificuldade, por falta de estudo, de preparação ou simplesmente porque têm aquilo a que eu chamo de professor pedagogicamente incapaz (lamento informar-vos, mas também os há!). portanto, não me parece que essa incapacidade tenha alguma relação directa com o facto do aluno ser ouvinte ou surdo.

 

do gesto à voz: fazer a ponte entre o surdo e o ouvinte. no meu caso, a construção desta ponte é fundamental dado que, por motivos de ter sido "agraciada" com uma doença rara e incurável - síndrome de méniere - estou também eu a preparar-me para a ponte da audição para a surdez (uma das consequências da doença). se já tinha curiosidade em aprender LGP, desde 2011 que essa curiosidade ganhou contornos de necessidade, pois se há coisa que sei fazer bem é comunicar, transmitir ideias e conhecimentos - e não quero deixar de o fazer quando/se a surdez parcial tomar conta da minha vida definitivamente. além disso, acalento o sonho de orientar sessões de filosofia para crianças 100% inclusivas.

 

 

+ info sobre este ciclo de conferências AQUI

 

 

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