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JoanaRSSousa

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

JoanaRSSousa

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

"fazer um debate"

depois de sentarmos nos lugares, de nos acalmarmos, de regressar da ida à casa-de-banho (“joana, ainda dá para ir num instante?) e de termos recapitulado a última aula (quem se lembra e quer partilhar o que fizemos no último dia?) a L. pede a palavra e diz:

– joana, podíamos fazer um debate!

ah sim?, perguntei. então e como é que é isso do debate?

– então, umas pessoas vão dizer se concordam, as outras dizem ou defendem que não concordam e depois falamos. cada um defende um lado.

 

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pensar e viver a liberdade

 

Num dos grupos – alunos do 4º ano – aconteceu verificarmos que a liberdade de ir à casa de banho sempre que quisermos, sem que tenham que me pedir, não estava a resultar. Havia meninos a correr para a porta, sempre que chegava aquele que tinha saído para ir à casa de banho. Havia mais confusão ainda para gerir, do que aquela inerente aos dedos no ar para fazer esse pedido – quando o que me interessam são os dedos no ar para partilhar ideias sobre o assunto do diálogo.
Perguntei para pensarmos sobre o que estava a acontecer, quando tínhamos a liberdade de poder ir à casa de banho, um de cada vez, sem pedir a ninguém. A Catarina levantou o dedo e disse: “o problema é esse mesmo, temos liberdade e devíamos era ter regras mais fixas”.

 

 

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para (re)ler

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Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação – ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca… estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

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crianças que perguntam & mães que partilham

De volta da casa dos tios (tia M. e tio R.) já deitada:
- Adorei este dia, mãe! Foi maravilhoso... [pausa de meia dúzia de segundos] Vou ter saudades da piscina... de ver as fotos com os tios... aquele jantar que eu estava sempre a falar que era alentejano mas era lá do país da G. Eu não gostei lá muito daquela salada com aqueles verdes que a tia dizia que era pó-de-fada... Pó-de-fada!! Vejam bem... Como se eu acreditasse!... Foi mesmo imenso maravilhoso!... 
Pois foi, querida... Mesmo bom! 
Silêncio. 
- E agora eles vão lá para a Su-su-écia!... Por que é que vão viver para lá?... [microssegundos] Sim, sim... O tio vai trabalhar no hospital de lá. Mas porque é que não vai e vem, vai e vem?!... [microssegundos] Pois... é longe e tal... Mas assim estão longe?... Lá onde vão esquiar e onde o tio diz que vive o Pai Natal... Como é que o Pai Natal vive lá se ele trabalha no Pólo Norte?!... Também não vai e vem, vai e vem!... [microssegundos mais demorados] Mãe, o Pai Natal existe mesmo? Tu acreditas no Pai Natal? Olha, eu este ano vou pedir um cão ao Pai Natal e vou saber se ele existe mesmo! Olha, se ele existe eu vou ter mesmo um cão porque tu e o pai estão tão decididos naquela história de não me darem um cão porque a casa não é adequada e não sei quê não sê quê mais!!... 
Silêncio. 
- Então?... Não me respondes?... Pois, pois... Aquele cão pequenino que estava lá no café, o mais pequeno, ele já não cresce mais!... Cabia perfeitamente na nossa casa!... Eu sei cuidar de um cavalo, também sei cuidar de cão, mãe! Era assim do tamanho da Chica, não viste? E pronto, tinha pêlo. Tu não gostas tanto do estilo da Chica... Este tinha mais pêlo... E não assim tanto para não sujar a casa... Pronto, tenho um cavalo de pau... [Suspiro] 
Silêncio. 
- Mãe?... 
Silêncio. 
- Mãe... Porque é que não gostas do Toni Carreira? 
[What?!?!] 
Silêncio. 
- É por causa da música? Ou é por causa do estilo?... É que no anúncio ele até estava assim bonito, com um casaco preto e uma camisa branca... Eu já vi uma fotografia dos teus amigos e do pai que eles também estão assim vestidos e tu disseste que eles estavam todos jeitosos! Sim, que eu lembro-me bem!... 
[Contive-me tanto para não soltar o riso!!...] 
Silêncio. 
- Tu até gostas das músicas daquela... aquela... ai!... Pink! É isso! Pink, que quer dizer rosa... E ela tem o cabelo rosa!!... Cabelo rosa... Não é por o estilo que gostas dela, de certeza!... [Suspiro] 
Silêncio. 
Mais silêncio. Daqueles que daria para ouvir um relógio Swatch acaso houvesse um nesta casa. 
Suspenso:
- Quando eu for mãe, e tu avó, espero que a minha filha não faça tantas perguntas como eu.

[Boa sorte!]

 

 

- post da mãe G., que conheci, um dia, numa oficina sobre filosofia para crianças e cujas partilhas perguntadeiras acompanho, com muita atenção, no facebook. obrigada, G., por me deixares partilhar com o mundo! 

 

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"meu querido mês de agosto"

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em agosto as oficinas #filocri vão abrandar, para dar lugar à escrita, à investigação - e ao descanso necessário para que se possam manter os níveis de qualidade no trabalho que é desenvolvido nas escolas, nos atl ou nos centros de estudo

 

agosto é também o mês de expectativa e de procura. de quê? da(s) escola(s) ou colégio(s) que possa(m) acolher o nosso trabalho no próximo ano lectivo, 2016/2017.

 

ainda não me saiu o "euromilhões" - entenda-se, ainda não encontrei a escola ou colégio que queira abraçar a filosofia para crianças e jovens para lá de um ano lectivo, "à experiência", nas AEC. é gratificante o trabalho de continuidade que um ano lectivo nos proporciona, mas depois falta aquilo a que chamo "a continuidade contínua" - e que consiste em acompanhar um mesmo grupo durante dois, três, quatro anos. 

já tive a oportunidade de desenvolver esse trabalho - em parceria com uma educadora de infância, bem como com os grupos #philoTKD. e gostaria MUITO de repetir.

 

nos próximos tempos irei recuperar, aqui,  alguns textos para que possam, desse lado, recordar algumas histórias das minhas aventuras no país das filosofices!

 

que venha agosto - e com ele, boas notícias para setembro.

 

 

 

 

"as perguntas que tu fazes"

- joana, tu devias ser professora. e de filosofia!
- ah sim, perguntei. por que dizes isso?
- é que tu explicas mesmo bem as coisas.
- eu? mas vocês é que fizeram o trabalho todo. as ideias são vossas... bom, agora são de todos! - disse, apontando para as folhas no chão, com as ideias da oficina.
- pois, mas só conseguimos dar essas ideias por causa das tuas explicações. das perguntas que tu fazes.

 

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oficinas #filocri no JI e 1º ciclo 

CAF - Lisboa, Julho 2016 

pensar sobre o sentido | thinking about meaning

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[pt]

 

o Peter Worley publicou um livro com 40 exercícios para a sala de aula, exercícios para provocar o pensamento. finalmente tive tempo de o ler com atenção e de começar a levar alguns deles para as minhas oficinas de filosofia. 

levei a "máquina do tempo" e o exercício "frases" - pág. 47 do livro 40 lessons to get children thinking. trabalhei com grupos com idades diferentes, entre os 5 e os 10 anos. tive o cuidado de dirigir o diálogo de acordo com as suas idades.

num dos grupos, entre os 7 e os 8 anos, acabámos por ter um segundo momento de diálogo sobre o exercício que nos levou a pensar sobre o que é adivinhar e procurar o sentido das coisas. 

foram oficinas muito ricas, que assumiram rumos diversos, consoante os grupos, o exercício comporta muita incerteza para o facilitador, pois há várias possibilidades de trabalho a partir dele.

 

[eng]

 

Peter Worley wrote a book with 40 lessons to get children thinking, for primary teachers. finally i had the opportunity to read it and to choose some exercices to practise at my workshops

i took the time machine and the sentences exercice - page 47 from the book. i've worked with groups with different ages, between 5 and 10 years old. in a group with 7/8 years old we had a second momento to discusse the exercice, a week later. it drove us to think what is the difference between guessing  (adivinhar) something and to look for / investigate (procurar)  the meaning of things.

the workshops with the different groups, which took different directions, depending on the groups and their own dynamics. the exercise involves a lot of uncertainty for the facilitator. 

 

 

 

 

pensar sobre a liberdade | thinking about freedom

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O que é estar preso?

"É estar dentro de alguma coisa e não conseguirmos sair. Às vezes sinto-me assim na escola, quando olho para as grades. Depois canto e sinto-me livre."

G., 9 anos

oficinas de perguntas no 1º ciclo | ‪#‎filocri‬

 

[pt] 

com a ajuda do jogo wonderponder, falámos acerca da liberdade e do que se sente quando estamos presos.

o grupo (entre os 8 e os 9 anos) falou acerca da imagem apresentada acima, muito curiosos por perceber quem é que estava mesmo preso: o rapaz de cabelo amarelo ou a rapariga de cabelo azul.

G., uma menina de 9 anos, partilhou que por vezes sente-se numa prisão, quando está na escola. há muros e grades à sua volta. sente-se livre quando canta. 

 

[eng]

with the help of wonderponder, we talked about freedom and the feeling of being in jail. 

the group (8-9 years old) talked about the image above, very curious about who was really stuck: the boy with the yellow hair or the girl with the blue hair.

G., a 9 years old girl, shared that sometimes she feels like in a jail, when she's at school. there are walls and grids around her. she feels free when she sings. 

 

 

foi você que pediu um verão com filosofia?

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se pertence a um centro de estudos, ATL ou outro espaço que queira acolher as oficinas de filosofia #filocri envie um e-mail para joanarssousa@gmail.com

 

é caso para dizer que "fazemos orçamentos grátis, para todo o país" - e vamos por esse país fora, para levar a filosofia a miúdos e a graúdos 

parar para pensar

"O que é que os miúdos precisam de saber mais? 
Expressar-se. Conversar. Dar-se socialmente com os outros. É curioso que nas empresas os empregadores não procuram quem sabe muito, procuram quem se sabe comportar socialmente. E isso os miúdos hoje não aprendem, porque a paciência, o saber ouvir, o saber conversar, é pouco trabalhado nas escolas. Os pais não falam com eles, eles também não falam uns com os outros, e portanto têm hoje imensas dificuldades na socialização.

O que é que o desporto lhe ensinou?
Duas coisas fundamentais: paciência e trabalho. Isso faz-nos muita falta hoje.

É isso que faz um bom professor?
Para mim, o que faz um bom professor é a paciência e o saber ouvir. Sem estas qualidades, dificilmente conseguirá entrar no mundo dos seus alunos."

 

para ler a entrevista completa ao professor Adelino Calado, basta clicar AQUI.